O que há de novo ...
Pretende-se neste secção divulgar novidades náuticas relevantes para os Associados e o que vai aparecendo de novo nas nossas páginas.
Se é um visitante regular deve começar por esta secção. Os Associados devem também ler as últimas afixadas no Quadro de Avisos.
Pode também consultar os Boletins Informativos ANC em formato Pdf.
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| 26/11/2022 |
Expedição Lusitânia - Regresso Caraibas. SUEK: Vitória - Camamu - Salvador - Recife. 05 a 16 de Novembro 2022. |
SUEK de Vitória ao Recife Despedimo-nos de Vitória na sexta feira, dia 4 de Novembro á noite com um jantar de moqueca capixaba de robalo num restaurante que nos tinha sido recomendado numa das zonas tipicas de restaurantes e bares de Vitória. No dia seguinte, sábado, 5 de Novembro pelas 08 horas, largámos amarras do Iate Clube do Espirito Santo. As previsões eram de vento sul durante todo o percurso até Salvador, sendo forte sobretudo no primeiro dia. E efetivamente assim foi. Logo á saida da marina e no canal de acesso ao mar via-se ao longe bastante espuma num mar muito agitado empurrado pelo vento. Ainda no canal, as ondas faziam levantar a proa dos barcos num sobe e desce constante até chegarmos ao mar aberto. Ai, abrimos a vela grande rizada e um pouco de genoa que acabámos por fechar passado pouco tempo, por não dar uma mareação correta batendo constantemente com o vento de popa e muito mar. A vela grande com o preventer funcionava bem e apesar de grandes balanços devido á força e direção do vento seguiamos bem. Chegámos a fazer picos de 10 e 11 nós. O mar muito revoltado, cheio de espuma com ondas a fazerem a rebentação em cima do barco. Logo á saida do canal, tínhamos acabado de içar a vela grande e ainda estávamos a ajustar o rumo, quando ouvimos um enorme baque que quase parecia um tiro de canhão no barco. Tratou-se de uma onda enorme que rebentou contra o costado de estibordo do Suek. Apesar do barulho e da água que saltou para o poço não houve nenhuma consequência. Entretanto, o Anixa2 começou a ficar para trás reportando avaria no piloto automático, tendo a partir dai seguido com o piloto de vento. Como a restante frota começava a estar muito á frente decidiu-se fazer uma paragem para reagrupamento na baia de Camamu, uma zona turistica, abrigada e com boa zona de fundeio a cerca de 50 milhas a sul de Salvador. Chegámos lá terça feira, dia 9 de Novembro pela manhã. Largámos ferro em frente aos resorts de casas baixas de cor ocre, telheiros de colmo, altos coqueiros que se destacavam no céu, com densa vegetação e relva e pequenos cais privativos em madeira. Arranjou-se transporte num pequeno barco local e fomos todos almoçar a terra, a um dos resorts que era igualmente uma pousada e que ficava mesmo em frente aos barcos fundeados. Um local bastante aprazivel e uma excelente comida. Camamu foi em tempos uma zona de exploração de minério, mas pelo facto de conter óxido de ferro, tornava as águas do rio vermelhas. Devido á pressão dos ambientalistas a atividade foi abandonada, ficando a zona apenas para turismo. Sem dúvida, um dos locais que merecia ficarmos mais tempo e explorar com calma. Largámos ferro no dia seguinte, 10 de Novembro, ás 16 horas debaixo de um céu cinzento e chuva miudinha, mas que durou apenas até sairmos do canal. Assim que chegámos ao mar, a chuva parou, o céu clareou e levantou-se uma brisa de 8-10 nós pelo través que nos levou em rumo direto para Salvador numa vela de prazer a deslizar num mar calmo e sem ondas. Foi assim durante grande parte da noite, gerindo a velocidade para chegar a Salvador com luz do dia. Por volta das 06 horas da manhã chegámos a Salvador e fomos devagar, a motor, subindo a baia de todos os Santos para a base naval de Aratú contra uma vazante forte. Chegámos por volta das 10 horas e com a ajuda da marinha encostámos o Suek a um pequeno cais flutuante junto ao paredão de betão, entre duas fragatas. Depois da chegada dos restantes barcos, excepto o Anixa2 que ficou na marina em Salvador e findos os preparativos de amarração, iamos almoçar ao restaurante da base quando a marinha me disse que devido a um evento que ia ocorrer no dia seguinte precisavam retirar o cais flutuante. O Suek ficou desta forma, encostado diretamente á parede de betão com risco de bater com o varandim. A situação foi salva com o empréstimo pela Marinha de duas defensas grandes que conseguiram mantê-lo a uma distância segura sem encostar completamente. A subida e descida para o cais era feita por uma escada de corda com degraus em madeira... No dia seguinte, cerimónia de entrega da placa de agradecimento da expedição Lusitânia á Capitania dos portos, compras de supermercado em Salvador e regresso á base. Assim que chegámos ao mar, tinhamos vento de proa, mas que permitia uma bolina com o pano rizado. Foram 4 dias de bolina para o Recife, com alguns periodos de calmaria, mas a maior parte com vento e mar numa navegação com barco adornado e contra uma vaga forte e curta que levavam o Suek a bater estrondosamente e cujo barulho fazia lembrar mais uma vez, tiros de canhão disparados contra o casco. Na manhã do terceiro dia, navegávamos com motor e vela grande para carregar as baterias, próximo de Maceió, mas bastante afastados da costa, sem vista de terra, quando vejo boias de pescador, o que me levou a desviar claramente para não passar junto a nenhuma delas. Contudo, ao passar por uma das boias vejo um enorme cabo a flutuar na água á frente do Suek. Fiquei sem "pinga de sangue", a reação imediata foi tentar parar o barco para não passar por cima do cabo. Engatei marcha á ré com toda a força. Como iamos a cerca de 5,5 nós, o barco fez um enorme barulho, coloquei ponto morto e de novo marcha á ré. O barco parou e ainda andou á ré mas como tinha a vela grande içada retomou o andamento. Entretanto já tinhamos alcançado o cabo. Verifiquei que ele se mantinha junto ao patilhão e ia deslizando para a popa á medida que o Suek avançava. Desta forma percebi que uma das pontas estava solta e ao fim de algum tempo acabou por desaparecer. Não ganhámos para o susto e retomámos a marcha com o motor e vela grande. Durante todo o dia foi a bater contra o vento e o mar em sucessivos bordos ora para o lado, ora para a frente. Por volta das 06 horas da manhã estávamos a entrar no canal do Recife juntamente com o Laluna2. Os dias no Recife foram agradáveis, com sol e calor e permitiu fazer várias reparações, preparando os barcos para a grande travessia até ás Caraibas. Depois de algumas peripécias com orçamentos elevados, acabei por comprar duas baterias de 150Ah da marca Moura, lider de vendas no Brasil, a um fornecedor contactado por telefone pelo José Oliveira no final do dia. Entregavam até ás 23 horas... Grande surpresa quando vejo depois chegar o fornecedor de mota, com uma das baterias numa mala na parte de trás do assento. Deixou uma e voltou á empresa para ir buscar a outra... Quando voltou, disse que as montava e efetivamente assim foi. Um individuo novo, obeso, com dificuldade em se mexer dentro do barco e que suava em bica face ao calor e ao esforço que fazia. Mas bastante educado e extremamente profissional, insistiu em deixar as duas baterias ligadas e a funcionar. Ao final da manhã o Suek já respirava energia nova. Num dos dias, a convite do comandante do porto, fomos almoçar á capitania, onde se procedeu á entrega da placa de agradecimento da expedição Lusitânia. No domingo, 20 Novembro, organizou-se num dos espaços da marina um almoço de "camarão no coco" para todas as tripulações. Os tripulantes brasileiros foram ao mercado de manhã, compraram, prepararam, cozinharam..., no final, o resultado foi excelente. As cervejas, bem frescas foram servidas pelo bar da marina... Entretanto o Zalala conseguiu efetuar a reparação da caixa |
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| 24/07/2022 a 12/08/2022 |
Cruzeiro de Verão ANC 2022 -Algarve - Andaluzia - Ceuta 24 de Julho a 12 de Agosto |
Cruzeiro de Verão 2022 – 500 anos da I Volta ao Mundo à Vela
Caro Associado,
Publicamos em anexo o Programa Oficial atualizado, no seu original em Castelhano, que nos abstivemos de traduzir e que ainda poderá sofrer alguma modificação de pormenor. Caso pretenda efetivar a sua participação, deverá rapidamente enviar um email para geral@ancruzeiros.pt com nome, nº de associado, telefone, email, nome da embarcação e número de tripulantes. O processo de inscrição e de pagamento do cruzeiro será feito com a ANC, seguindo os valores e normas definidas pela organização. (em anexo) Estamos, em colaboração com a Associação 500 Anos, a ultimar os preparativos do Cruzeiro, que serão enviados à lista de inscritos, juntamente com o pedido da documentação necessária para facilitar a chegada a cada porto. Este será o último cruzeiro de Comemoração da I Volta ao Mundo à Vela iniciada por Fernão de Magalhães e terminada por Sebastião D’Elcano e, à semelhança das edições anteriores, vamos tornar este Cruzeiro uma grande festa de celebração do Mar, da Vela e da confraternização entre as várias tripulações
A Direção |
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| 06/07/2022 |
Expedição Lusitânia atinge o seu objetivo, chegando ao Rio de Janeiro 100 anos depois de Sacadura Cabral e Gago Coutinho |
Expedição Lusitânia Comemorações dos 100 anos da 1ª travessia aérea do Atlântico Sul
6 barcos de Armadores da Associação Nacional de Cruzeiros chegaram no dia 17 de Junho de 2022 ao Rio de Janeiro, exatamente100 anos depois da aterragem de Sacadura Cabral e Gago Coutinho na Baia de Guanabara. Numa organização conjunta da Associação Nacional de Cruzeiros e da Associação David Melgueiro, a Expedição Lusitânia, comemorativa dos 100 anos da 1ª travessia aérea do Atlântico Sul e dos 200 anos da independência do Brasil, chegou a bom porto, tendo sido recebida pelo Ex.mo Sr. Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa no Distrito Naval do Rio de Janeiro e no Palácio de São Clemente, Consulado de Portugal nesta cidade. Os nossos navegadores atravessaram, numa proeza fantástica até pelo período do ano em que se realizou, o Atlântico, tendo praticado todos os portos em que Sacadura Cabral e Gago Coutinho amararam à 100 anos: Gran Canária, Mindelo, penedos de São Pedro e São Paulo, onde à data se perdeu o primeiro avião, Fernando Noronha, Recife, Salvador da Baía, Vitória e finalmente a baía de Guanabara no Rio de Janeiro. Muitas peripécias e aventuras se passaram, das quais convidamos os intervenientes a darem conta numa futura Tertúlia Vélica, sendo de assinalar que as seis embarcações, o Arnika, Anixa II, LaLuna II, Maião, Suek e Zalala, chegaram a bom porto com as suas tripulações, tendo sido apoiados de uma forma magnífica pela Marinha do Brasil, a quem deixamos os nossos públicos agradecimentos. Em todas as escalas a frota foi recebida com grande festa e honras à altura da aventura fizeram, tendo o Ministério dos Negócios Estrangeiros Portugueses, através da nossa Embaixada em Brasília e dos Consulados locais, apoiado e dinamizado o convívio com as populações locais. A Marinha do Brasil mais uma vez foi inexcedível, tendo arranjado em todas as escalas marinas para receber a frota. O Sr. Presidente da República Portuguesa deu o tiro de partida da Expedição e recebeu, conjuntamente com as várias entidades presentes e com o Comando Geral da Marinha do Brasil, a frota no Rio de Janeiro, em celebrações que decorreram todo o dia e terminaram com uma palestra do Comandante José Mesquita, da Associação David Melgueiro subordinada ao tema “Salvem os Oceanos, Salvem a Humanidade”, razão maior da Expedição e com um espetáculo da cantora Luso/Brasileira Fátima Fonseca no Palácio de São Clemente. A frota irá iniciar em Novembro o seu regresso a Portugal, via arco das Caraíbas e Acores, estando prevista a sua chegada em Julho de 2023. Para aguardar a melhor altura de fazer a travessia a frota ficará estacionada no Clube Naval de Charitas, instalações militares em Niterói uma cortesia da Marinha do Brasil. Muito mais haveria para contar, mas deixemos os pormenores aos intervenientes. |
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| 09/06/2022 |
Expedição Lusitânia - Suek: Etapa Recife - Salvador da Baia |
A estadia no Recife foi agradável. O Cabanga Iate Club tem excelentes instalações e fomos recebidos sempre com muita simpatia. O único senão, foi termos estado na semana dos dilúvios, com chuvas fortes todos os dias, nalguns casos durante o dia todo o que impediu de lavar e secar convenientemente os barcos por dentro. Apesar disso, ainda tivémos um simpático almoço a convite do Real Hospital Português de Beneficência seguido de uma visita ás suas instalações, acompanhados pelo seu provedor. É uma obra notável, tem uma área de 130 mil m², conta com 2000 médicos, 5600 colaboradores, 28 salas cirúrgicas e realiza 1500 cirurgias por mês. Não imaginava o forte apoio e envolvimento que Portugal tem no Recife. Ainda nessa tarde, tivemos também uma cerimónia solene com a deposição de uma coroa de flores junto ao monumento do Gago Coutinho e Sacadura Cabral, contando com a presença de várias figuras públicas do Recife, a marinha e a força aérea brasileira, cuja banda tocou o hino nacional dos dois paises. De seguida, fomos convidados pelo Gabinete Português de Leitura do Recife, uma instituição gerida pela comunidade Portuguesa, situada num bonito edifício tradicional, para a inauguração de uma exposição sobre Gago Coutinho e Sacadura Cabral e onde houve também um porto de honra. No auditório decorreu a palestra sobre as alterações climáticas proferida pelo José Mesquita. No dia seguinte, a convite do turismo vieram-nos buscar numa carrinha para darmos uma volta a conhecer o Recife e em particular a zona de Olinda. O resto dos dias foram a aguardar que a chuva parasse, a fazer algumas reparações possíveis e compras para abastecimento dos barcos. Tratámos também do processo de entrada no Brasil, que depois de várias peripécias, apenas resolvidas com a ajuda do vice consul de Portugal no Recife conseguiu ficar concluido. Apesar disso, não nos livrámos de uma multa de 100 reais cada um, por não termos tratado da entrada em Fernando de Noronha. Não o fizémos na altura, porque tinhamos recebido informação de que a entrada poderia ser tratada no Recife. Acontece é que quem deu essa informação não foi a policia federal que é a entidade responsável por estes processos... Éramos para ter saido em direção de Salvador da Bahia na maré cheia de domingo, dia 29 de Maio, mas devido á chuva que impediu a marinha de nos vir dar os documentos de saida atendendo a que o Recife estava alagado devido ás firtes chuvas que estavam a ocorrer, acabou por se marcar a saida para o dia seguinte. Contudo, apenas dois dos barcos acabaram por sair. Os outros tiveram de esperar pela maré cheia do dia seguinte que só ocorreu na madrugada do dia 31 Maio, terça feira. Este atraso deveu-se á necessidade de uma reparação urgente num barco onde após ter comprado um enrolador de genoa novo em Portugal, descobriu que foi mal montado quando ao abrir a vela na marina numa ação de rotina, a calha desconjuntou-se nos vários segmentos. Com isto, acabou também por rasgar a vela que era nova. Foi um dia inteiro para tirar o estai real, montar, fixar a calha e voltar a montar tudo. Saimos assim com a maré das 04:30h da manhã, do dia 1 Junho, terça feira. Chegados ao mar, havia pouco vento e muita ondulação, pelo que tratámos de nos afastar o mais possivel da costa. Como as previsões de vento apontavam para fora andámos um dia num rumo para sul para nos continuarmos a afastar e depois seguir rumo direto para Salvador. Durante a noite, não nos livrámos dos habituais aguaceiros com chuva e vento forte. Após mais alguns aguaceiros fortes, especialmente á noite, com nuvens escuras acompanhadas de vento, e outros periodos sem vento, chegámos á marina Porto Salvador no dia 3 de Junho pelas 14:30h locais. Os outros barcos que tinham saido um dia antes, já tinham chegado de manhã cedo. Á chegada tinhamos uma simpática receção com vários elementos da marinha brasileira no cais da marina, tendo havido logo uma sessão de fotos. Entregaram-nos também um extenso programa de atividades que tinham preparado para a nossa estadia em Salvador, contando sempre com o seu apoio e acompanhamento. |
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| 28/05/2022 a 13/06/2022 |
Caminho Marítimo de Santiago |
CAROS ASSOCIADOS E AMIGOS ANC Com o objetivo de recriar, na costa portuguesa, a viagem da “Barca de Pedra” que, segundo reza a lenda, no ano 40 do primeiro milénio transportou o corpo do Apóstolo Santiago desde Jaffa na Palestina até Campus Stella na Galiza, está a ANC a apoiar a iniciativa da UPSTREAM e do FÓRUM OCEANO na realização de um evento promocional, que promoverá o arranque do projeto e será assinalado com – REGATA “CAMINHO MARÍTIMO DE SANTIAGO”, a realizar em finais de Maio, inicio de junho de 2022, aberto a Associados ANC de Portugal e de Espanha que assim se organizarão num Cruzeiro à Galiza. Poderá haver a necessidade de embarcar em alguns troços jornalistas nacionais ou estrangeiros especializados em Turismo Náutico.
Sobre este projeto daremos todas as informações aos interessados, queiram para isso contactar a ANC pelos meios usuais ou os abaixo indicados. Paulo Murta Xavier / 938 162 625 / paulo.xavier@icloud.com António Bessa de Carvalho / 916 616 753 / a.bessacarvalho@sapo.pt |
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| 26/05/2022 |
Expedição Lusitania - Suek - Resumo 2ª parte etapa 3 - Cabo Verde - Recife |
Expedição Lusitania - Suek - Resumo 2ª parte etapa 3 - Cabo Verde - Recife
Dia 12 de Maio, ao cair da noite, o Suek e o Maião partiram do arquipélago de São Pedro e São Paulo, rumo a Fernando de Noronha. Não havia vento, pelo que iniciámos a viagem a motor. A meio da noite, apareceu o vento que se manteve até ao final da viagem, entre 13 e 18 nós, com picos de 20 quase sempre pelo través, levando-nos a fazer velocidades por vezes acima dos 6 e 7 nós. Foi uma constante da viagem, assim como o mar, agitado e desordenado, com ondas a baterem com força no costado. Desta etapa, não houve muito a destacar, excepto o facto de ter um marco importante que foi a passagem do equador pelas 10:50h utc (08:50h locais) no dia 13 de Maio. Marca a entrada no hemisfério sul e a nossa primeira vez num barco á vela, pelo que ao almoço foi altura de comemorar com a abertura de uma garrafa de espumante francês que tinha trazido especialmente para esta ocasião. Começámos a avistar os contornos da ilha de Fernando de Noronha, ao longe, a meio da manhã do dia 15 de Maio. Á medida que nos iamos aproximando, ia ficando mais nitida, começando por se ver logo que o que se destacava, era a sua cor, toda muito verde, assim como o seu caracteristico pico. Fundeámos na baia em frente á praia do porto de Santo António por volta das 14h utc, 12h locais. Para água, havia uma torneira no porto junto ao chão onde podíamos encher bidons. O gasóleo tinha de ser na única bomba da ilha, que fica perto do porto, as compras na vila dos Remédios que é a zona central com restaurantes e "algum" comércio. Para levantar dinheiro tive de ir de taxi ao aeroporto porque era a única caixa multibanco disponível naquele dia. No dia seguinte, chegaram os restantes barcos e fomos almoçar a uma das esplanadas da praia do porto, ficando depois lá grande parte da tarde a conversar. Nos outros dias, além de abastecer os barcos com água e no caso do suek também de gasóleo, fizemos passeios pela ilha e parque natural, tendo inclusivamente num dia alugado buggys para uma volta completa á ilha. A marinha manteve o seu inesxedivel apoio á frota, tendo inclusivamente solicitado ao turismo a disponibilização de um carro a meio da semana para apoio no abastecimento do gasóleo do suek no transporte dos bidons e a compras de supermercado na vila dos Remédios a toda a frota. Convidaram-nos também para nos juntarmos a um churrasco num bar com uma vista deslumbrante sobre uma praia, num evento que estava reservado para a marinha, e eu e o José Mesquita, como representantes da ANC e da Associação David Melgueiro, fomos convidados pelo almirante chefe do estado maior da armada do distrito que abrange Recife, Fernando de Noronha e Natal, para almoçar, juntamente com outros convidados, a bordo do navio-patrulha oceânico "Araguari" que se encontrava fundeado na ilha a dar apoio a ações de sensibilização de cuidados médicos á população. No dia anterior a virmos embora, disponibilizaram através de uma empresa de atividades maritimo-turisticas um pequeno passeio de barco, para vermos do mar as principais praias e tomar banho numa baia com a particularidade de ter tubarões de uma espécie inofensiva. Além de tudo isto, reafirmaram todo o apoio á frota, garantindo mais uma vez seguimento em toda a costa e portos brasileiros. Irão também aguardar a chegada da frota no Recife para garantir a entrada em segurança no Cabanga Iate Club. Integrado nos eventos, o José Mesquita, fez uma palestra sobre o clima no centro de investigação marinha e biosfera de Fernando de Noronha (icmBIO) para representantes da marinha e do centro. No dia 21 de Maio pelas 10h utc (08h locais), levantámos ferro e largámos rumo ao Recife. Sol, calor e um vento entre 13 e 16 nós com bolina cerrada. Previsão entre 2 a 3 dias. Parecia ser uma das etapas fáceis e descontraidas, além de curta, face ás milhas que já percorremos. Numa das noites, apanhámos várias trovoadas, com chuva intensa, ventos fortes e variáveis e enormes clarões no céu que iluminavam o mar de uma ponta á outra. Na tarde do dia anterior á chegada ao Recife, tinhamos acabado de almoçar quando o vento levantou rápidamente e extremamente forte. Havia várias nuvens na zona, pensávamos que fosse passageiro, mas manteve-se a tarde toda. Ventos grande parte do tempo acima dos 25, 30, 33 nós com picos que chegaram aos 37 nós. Iamos com a vela grande e a genoa rizadas, mas mesmo assim por vezes batiam furiosamente, sobretudo quando as ondas que entretanto ficaram enormes, adornavam mais o barco. Outras vezes batiam com grande estrondo no casco como se fosse um tiro de canhão, varrendo todo o convés. Era difícil manobrar e além disso o vento vinha da direção do Recife. Andámos assim, a fazer bordos, tentando progredir para sul, mas muito devagar na direção do Recife. Entretanto, a força do vento era de tal forma, que um dos fechos do bimini começou a abrir, o que obrigou a ter de ir rápidamente colocar um cabo para o prender, o painel solar dobrável de reserva que ia preso em cima do bote (o bote ia virado ao contrário bem amarrado em cima do barco), começou a desprender-se e a querer "voar", obrigando a ter de lhe passar um cabo adicional, tarefa nada fácil com aquele vento, o barco a dar saltos como um cavalo selvagem que é montado pela primeira vez e as ondas a varrerem o barco. Reparámos também que a escota da genoa, pelo facto de ir muito rizada, prendeu-se num dos bidons de gasóleo que iam amarrados na balustrada do barco e com os sucessivos esticões, estava a soltá-lo. Assim, nova incursão á proa para soltar a escota. A adicionar a isto tudo, caia uma chuva torrencial com tanta intensidade e de tal forma com bátegas grossas que mal se via um palmo á frente. O barulho era enorme, não só pela chuva, mas pelo vento e as ondas a baterem no casco. Além disso, o suek por vezes voava da crista de uma onda, caindo depois na seguinte com grande estrondo. Apesar disto tudo, o barco manteve-se sólido, sempre a navegar com piloto automático, excepto nas viragens de bordo que tinham de ser rápidas, caso contrário, o barco abatia e falhava a viragem. Apesar de tudo isto, o mais complicado desta tarde, foi que um dos barcos no meio deste turbilhão de mar e vento e sem qualquer visibilidade, embateu contra um barco de pesca que estava parado sem AIS, no meio do mar a cerca de 15 milhas da costa. Bateu-lhe de raspão com a proa, tendo feito danos no verdugo, parte de cima do casco e luz de navegação. Aparentemente o barco de pesca não teve danos, os pescadores ficaram bem, continuaram na sua faina e o barco da expedição pôde seguir viagem. Ao cair da noite, finalmente o mar e o vento abrandaram. Parecia que o vento tinha parado, quando na verdade estava nos 20, 21 nós..., mas com isso permitiu ir apenas com a vela grande e o motor, num rumo quase direto para o Recife. A travessia do Atlântico sul desde Cabo Verde até ao Recife tinha terminado. Desde Lisboa tinhamos feito cerca de 3400 milhas náuticas e 200 horas de motor. |
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| 15/04/2022 a 17/04/2022 |
Cruzeiro de Pascoa a Valada 2022 |
Cruzeiro a Valada 15,16 e 17 de Abril
A Associação Nacional de Cruzeiros, vai organizar durante as férias da Páscoa em conjunto com a escola Treino de Mar, mais uma subida do Tejo até VALADA, pelo que se convidam os Associados e amigos a integrarem este cruzeiro. Esperamos proporcionar a todos os participantes momentos agradáveis e, assim, contribuir para um convívio são entre as gentes do mar. A ANC faz as seguintes recomendações para que mais uma vez o Cruzeiro a Valada corra na normalidade:
Informações Importantes: Chamamos a atenção para a possível existência das habituais redes de meixão no Tejo e para a necessidade de respeitar rigorosamente o canal de navegação e as indicações do roteiro. Quem não quiser cozinhar a bordo tem também o recentemente renovado Restaurante Campitejo assim como o Marioral Zé, tendo em atenção que por vezes é preciso encomendar. Recomendamos também o Restaurante Escaroupim com marcação por telefone 263 107 332. Mais informação sobre Valada pode ser obtida no seguinte link: https://www.cm-cartaxo.pt/Mun/JuntasFreguesia/Paginas/Valada.aspx Maré Lisboa e Vila Franca:
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| 28/12/2021 |
Expedição Lusitânia-Comemoraçoes 1ª travessia Aérea Atlântico Sul |
Caros associados Como sabem desde já alguns meses que a nossa ANC em parceria com a Associação David Melgueiro, tem desenvolvido inúmeras ações para montar e fazer acontecer aquilo que foi batizado de “EXPEDIÇAO LUSITÂNIA”, que é na sua essência uma homenagem a Sacadura Cabral e Gago Coutinho comemorando o centenário da sua travessia do Atlântico Sul por via aérea em 1922. Inicialmente era apenas a Associação David Melgueiro com os seus dois veleiros o ANIXA II e o LAMPFALL, que iriam fazer-se ao caminho, no entanto logo que a ANC foi convidada e os sócios informados, de dois passaram a ser nove os veleiros implicados no projeto. Cabe aqui salientar que devido à complexidade da logística de suporte desta viagem o número foi limitado a dez e na realidade são nove os que decidiram içar velas. A Expedição Lusitânia, transformou-se num três em um, quer dizer, se por um lado será uma viagem de circum-navegação do Atlântico Sul, na ida e do Atlântico Norte no regresso, por outro, uma forte mensagem de responsabilidade social ambiental é transmitida pelo coletivo da frota com o logo “Salve os Oceanos – Salve a Humanidade” e pelas várias palestras a cargo do Capitão da Marinha Mercante José Mesquita, que terão lugar, nos locais mais simbólicos da travessia de Sacadura Cabral e Gago Coutinho- Las Palmas, Mindelo, Recife e Rio de Janeiro. Também na sua terceira face a Exposição coletiva “Oceano-Mar é Vida” vai levar a nossa arte plástica e também a nossa música aos locais acima mencionados numa verdadeira expressão da nossa cultura Lusa de que todos nos orgulhamos, e que fez e faz de nos grandes, mesmo sendo geograficamente pequenos no mapa global planetário. Alguns são os eventos que vão acontecer antes da nossa partida e por isso é com grande orgulho e prazer que podemos dizer-vos quais, e mais, desafiar-vos para neles participarem dando aos companheiros que partem, a força da certeza de que estão a fazer algo de que vocês também se orgulham como nautas e portugueses. O primeiro evento vai ser dia 10 de Fevereiro de 2022 no pavilhão das Galeotas do Museu da Marinha, pelas 1700 onde o projeto será apresentado. Na ocasião as condições de COVID vão ditar as condições de admissibilidade que esperemos sejam mais favoráveis que as que atualmente são exigidas. O segundo evento é dia 26 e 27 de Março, em que na Marina de Oeiras onde haverá uma jornada de fim de semana de portas abertas, capitães e tripulantes podem falar do seu veleiro e mostra-lo, mas também dia 27, uma festa com musica e Carcavelos de Honra vai acontecer. Venham todos e festejem connosco! O terceiro evento acontece no dia 30 de Março, pois a frota da ANC e ADM e os dois da Marinha “Zarco” e “Polar” irão fundear em frente à Torre de Belém para uma bênção do bispo da Marinha e uma largada simbólica. (ainda não existe hora para o evento) O quarto e último evento deve começar cerca das 1100 do dia 3 de Abril, em que com início de um festival aeronaval a frota larga para a sua viagem Lisboa-Rio de Janeiro-Lisboa. A Marinha do Tejo também participará e seria um enorme prazer poder ver a frota da ANC associada à largada, acompanhando a saída dos veleiros até à barra de Lisboa O próximo porto de escala será Las Palmas e aí espera-se poder oferecer um porto de honra e ser recebidos no Real Náutico Clube de Las Palmas. Após uma curta estadia de 5 dias segue-se para o Mindelo em Cabo Verde onde a chegada está prevista para dia 23 de Abril. Em Cabo Verde dia 30 de Abril realiza-se o primeiro grande evento da viagem repetindo o que se fez no Pavilhão das Galeotas. A 5 de Maio é a largada para Fernando Noronha onde se prevê a chegada entre dia 17 e dia 20 de Maio. Após uma curta estadia de 4 dias a frota larga para o Recife onde se espera a chegada a Recife a 28 de Maio. Espera-se que haja uma receção organizada pela comunidade portuguesa e o Cabanga Iate Clube do Recife. A duração da estadia no Recife dependerá muito do que localmente nos for solicitado e preparado, mas certamente o mínimo de 4 a 5 dias. Partida do Recife para 2 ou 3 de Junho O próximo porto de escala é Salvador da Baia onde se pretende apenas que seja escala técnica de máximo 3 dias. A nova paragem é Vitoria onde se segue o mesmo principio que em Salvador com 3 dias de estadia. Finalmente chegaremos ao Rio de Janeiro estando a chegada dependente das condições de vento encontradas e que nesta época são ventos de sul, assim sendo a chegada ao Rio de Janeiro é prevista entre a última semana de Junho e a primeira de Julho. No Rio de Janeiro haverá um novo evento a ser realizado no Consulado de Portugal no Rio. A data não está ainda definida, mas estima-se que seja por volta de 9 ou 10 de Julho. Após as celebrações do Rio de Janeiro a frota inicia de imediato o seu regresso pelo que entre 15 e 20 de Julho larga o Rio com destino a Salvador da Baia onde na Base Naval de Aratu pretende-se deixar os veleiros em segurança durante a estação ciclónica. Em Novembro a viagem é retomada para que o Natal seja já festejado nas Caraíbas. O regresso a Portugal inicia-se em Maio de 2023 com partida de Miami e ou Cuba via Açores onde se espera chegar em Junho de 2023. Durante toda a viagem via AIS, ou tracking de Preditwind/Iridium Go a frota pode ser seguida por todos. Os Email Iridium dos veleiros assim como números de telefone Iridium serão comunicados para se manterem ligações com os companheiros, que a partir de Portugal queiram interagir connosco. Um Blog da viagem também vai ser criado e todos podem seguir as notícias via Blog. Terminamos gritando bem alto que a União Faz a Força e que juntos havemos de conseguir ultrapassar esta tremenda prova que nos isola e faz que a Vida perca o sorriso!!!! Que 2022 seja um grande ano para todos!!!!!! Saudações Náuticas |
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| 21/07/2021 |
Interações entre orcas e embarcações |
Caro Associado Recebemos através da Capitania do Porto de Lisboa, a quem agradecemos o envio, um edital emanado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I.P. que vem divulgar o protocolo de segurança a utilizar, sendo que este resulta da análise de toda a informação relacionada com as interações reportadas entre orcas e embarcações. Desejando umas boas Férias e Bons Ventos A Direção |
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| 22/07/2020 |
Cruzeiro de Verão ANC nas noticias da Andaluzia |
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