O que há de novo ...
Pretende-se neste secção divulgar novidades náuticas relevantes para os Associados e o que vai aparecendo de novo nas nossas páginas.
Se é um visitante regular deve começar por esta secção. Os Associados devem também ler as últimas afixadas no Quadro de Avisos.
Pode também consultar os Boletins Informativos ANC em formato Pdf.
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| 24/05/2022 |
AIFE tabelas de descontos acessorios e equipamentos |
Caros Associados Foi renovado e actualizado o protocolo entre a a ANC e a AIFE, relativo aos descontos a atribuir aos associados da ANC nos diferentes serviços e equipamentos pela AIFE comercializados, a fim de clarificar e ampliar a oferta actual. Equipamento de Segurança/Catálogo de Segurança – Desconto de 15% - Catálogo AIFE Segurança - Catalogo-AIFE_web.pdf Serviços de Manutenção a Equipamento de segurança – Desconto de 10% . Serviços | AIFE - Equipamento Náutico | Liferaft SA Equipamento Acessório para Embarcações – *Desconto de 25% - Catálogo AIFE Acessórios https://aife.pt/wp-content/uploads/2019/10/CATALOGO-ACESSORIOS-PRONAUTIC-ES.pdf *Aplica-se em 80% dos 20.000 artigos que constam no catálogo, em algumas marcas o desconto só poderá ser de 20%, ou 15%.
Peças para substituição de motor – Desconto de 25% - Catálogo de peças de Motor Multimarca SIERRA - 2021 Sierra Catalog (seastarsolutions.com)
Na nossa sede seão colocados os catálogos acima referenciados na sua versão física para consulta dos associados, bem como uma ferramenta que permita rapidamente consultar os preços com o respectivo desconto. A Direção
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| 20/05/2022 |
Expedição Lusitania - Suek - Resumo 1a parte etapa 3 - Cabo Verde - Penedos S Pedro e S Paulo |
Expedição Lusitania. SUEK - Resumo 1a parte etapa 3 - Cabo Verde - Penedos S Pedro e S Paulo Saimos da marina do Mindelo no dia 3 de Maio ás 09:30h, com ajuda dos marinheiros para retirar os cabos de amarração que prendiam os cunhos da proa do Suek ás poitas da marina que estavam colocadas na água. Não havia muito vento, cerca de 10/12 nós, com algumas rajadas, pelo que a manobra fez-se sem grande dificuldade. Juntámo-nos na baia do Mindelo ao Anixa que tinha saido um pouco mais cedo para abastecer de gasóleo e largámos juntos. Como esperava vento no canal entre S. Vicente e St Antão, abri apenas a genoa, decisão acertada, porque assim que saimos da proteção da baia, o vento começou a soprar forte, sempre acima dos 20 nós e rajadas que chegaram aos 29 nós, juntamente com uma vaga forte, cheia de espuma. Ainda rizámos a vela e fomos assim até rondarmos o sul da ilha, onde por essa altura, o vento e a vaga acalmaram. A partir dai tivemos sempre um bom vento, entre 10 a 15 nós, que se manteve ao longo da noite. Por vezes subia um pouco mais, mas nada de preocupante. Andámos sempre próximo do Anixa, falávamos pelo vhf e combinávamos o rumo a seguir de acordo com as previsões do Predictwind. O Suek, para acompanhar a velocidade do Anixa ia só de vela grande, á popa arrasada com o preventer na retranca, a fazer velocidades entre os 5 e os 6 nós. Na manhã do dia 4 Abril, foi necessário o José fazer um pouco de leme, porque o plotter acusou o alarme de baterias com pouca carga. Situação estranha, porque apenas tinhamos consumido durante a noite 70 Ah e as baterias de serviços somam ambas 330 Ah. Por volta das 12h já estavam completamente carregadas pelos painéis solares assim que o sol apareceu com mais força. Abri também o painel solar dobrável de 120W de reserva para reforçar o carregamento. De manhã o vento caiu completamente, ligámos de novo o motor e já nos pareceu normal, se bem que ás 1500/1700rpm só conseguiamos fazer entre 3,5 a 4,5 nós, menos 1 nó do que o habitual. Entretanto reparei em enormes manchas de sargaço que passavam junto ao barco, pelo que podia ter sido este o motivo das dificuldades da noite, caso se tivessem agarrado ao hélice. Continuámos a motor práticamente o dia todo, com conversas frequentes por vhf com o Anixa e depois com o Zalala que entretanto nos alcançou e se juntou a nós. Ao final do dia, começou a aparecer um vento fraco de cerca de 8 nós e decidimos içar o gennaker. Levar o saco para a proa, prender no enrolador, colocar a adriça, colocar a escota, içá-lo, procurando que não bata no radar, abrir e perceber que o ângulo de 120° não era favorável ao rumo, além de que o balão batia com força com o vento fraco e a vaga. Resolvemos cambar, para isso, enrolar o gennaker, trocar a escota para o outro bordo, abrir de novo a vela e ver que também não era boa opção. Enrolar, baixar, guardar no saco e depois colocar dentro do barco... Optámos então por abrir a vela grande e a genoa em borboleta com pau de spi e preventer. Ficámos no rumo e iamos devagar mas andando á vela. O Anixa ao pé de nós tinha feito a mesma coisa. Primeiro gennaker, depois grande e genoa em borboleta. Ao cair da noite, para não nos afastarmos muito do Anixa e porque estávamos a andar mais, decidimos recolher a genoa. Começámos a puxar o cabo do enrolador, mas ao fim de meia duzia de voltas o cabo prendia e a vela não enrolava. A manhã do quarto dia, foi passada no vhf com o Anixa e o Zalala. Sol, calor, humidade e cardumes de peixes voadores... O quarto e quinto dias, têm sido também de rotinas, sempre com bom vento entre os 10 e os 13 nós, por vezes subindo um pouco mais mas depois estabilizando. Banho de mar, limpezas a bordo, fazer comida já que temos mantido desde o inicio da viagem sempre duas refeições quentes a bordo, confecionadas em grande parte com grande ginástica face aos constantes balanços e guinadas do barco. O Suek continua junto ao Zalala e ao Anixa pelo que continuamos a falar várias vezes durante o dia por vhf, para discutir as informações meteorológicas e o rumo. Durante o dia tive muitas dificuldades em descarregar os ficheiros grib do Predictwind e ver emails. O IridiumGo bloqueava constantemente e perdia a rede. Entretanto tirei-lhe a bateria, fez reset e a partir dai passou a trabalhar bem. As noites são passadas alternando os turnos no poço, a maior parte das vezes debaixo de um mar de estrelas deslumbrante que me deixa perplexo. São autenticas estradas de pontos brilhantes, alguns mesmo muito fortes, num código de figuras geométricas em toda a extensão do céu. Cheguei inclusivamente a ver estrelas cadentes, algumas com um longo raio de luz; simplesmente fantástico. No dia 9 Maio, sexto dia de viagem tive a confirmação de que as baterias efetivamente têm problemas, dai disparar o alarme de voltagem a meio da noite. Nada fazia supor, já que são de uma boa marca, nunca foram sujeitas a grandes descargas e têm 3 anos. Neste momento a sua capacidade útil está reduzida a 1/3, o que significa na prática de que apenas disponho de 50 Ah para os consumos da noite. Por esse motivo, vou ter de ligar o motor duas vezes cerca de 1 hora durante a noite para carregar as baterias. Durante o dia os painéis solares têm sido suficientes, garantindo 100% da carga. Hoje, também coloquei a linha na água pela primeira vez desde o inicio da viagem. Ao fim de algumas horas, o carreto começou a fazer barulho e a linha a soltar-se. Peguei de imediato na cana, mas o carreto não tinha força para puxar a linha. A cana fazia imensa pressão e só não fui atrás dela porque a encostei ao cabo de aço do bimini. A partir dai foi uma luta de cerca de meia hora, em que só consegui puxar a linha com a mão, já que entretanto tinha calçado umas luvas com a ajuda do José. Puxava a linha, segurava-a na mão, dava umas voltas no carreto para a enrolar. Por fim, depois de um enorme esforço, banhado em suor, verifico que o que vinha agarrado era nada mais, nada menos, que um monte de sargaço. Retirei a amostra, guardei a cana e a pesca ficou suspensa por 24 horas... Continuam a ver-se enormes manchas de sargaço e cardumes de peixes voadores. O que nunca mais vimos desde que saimos de Cabo Verde foram golfinhos, até á data nem uma vez apareceram. O calor é enorme, assim como o grau de húmidade, que nos mantém encharcados em suor durante o dia. Á noite, refresca e fica uma brisa agradável, permitindo fazer as noites em calções e t-shirt, se bem que dentro do barco, mantém-se um calor insuportável já que não se pode abrir as janelas com risco de entrar água. Continuamos próximo do Zalala em rumo paralelo para os rochedos. É muito agradável, já que permite irmos falando por vhf. O dia foi de vento fraco, mas permitiu ir andando á vela, amanhã contamos que caia, esperemos que não muito. Entretanto, o Anixa foi ficando para trás e está agora a cerca de 30 milhas. Mas vamo-nos certamente encontrar todos de novo quando o vento cair na zona dos doldrums. Dia 10 de Maio, chegámos á zona onde a instabilidade meteorológica é enorme, com periodos de algum vento, habitualmente fraco, passando de repente para vento forte, muitas vezes acompanhado de chuva, coincidindo com a passagem de nuvens negras carregadas de vento e chuva. A noite de 10 para 11 de Maio prometia ser calma, a motor, sem vento, num mar chão com luar e céu carregado de estrelas. E assim foi, durante o turno do José! Quando o rendi, sentei-me no poço com as costas recostadas e as pernas estendidas sob o banco a observar as estrelas e a pensar que faltam cerca de 24h para chegarmos aos Penedos. Passado algum tempo, senti uma aragem adicional nas pernas, olhei para o anemómetro e sopravam 9 nós reais com um ângulo de 60°. Fantástico; era vento! O mar estava espelhado, apenas com uma ondulação longa que fazia lembrar ao longe as dunas ondulantes de um deserto, mergulhámos em pleno oceano, num mar com um azul imenso de uma tonalidade que não consigo descrever. Simplesmente uma sensação de imensidão, suspensos por cima de um abismo azul. Chegámos aos Penedos de São Pedro e São Paulo ao nascer do dia. Primeiro o Zalala um pouco mais á frente de nós, a cerca de 5 milhas. Duas horas depois chegou o Anixa. A meio da manhã chegou o Maião, o Laluna a meio da tarde e o Arnika no dia seguinte por volta das 10:30h. Não havia possibilidade de fundear, porque apenas existem os rochedos e logo depois um mar profundo. Desta forma, desligámos os motores e a pairar, tomei um banho de mar na popa do barco. De novo a fantástica sensação refrescante do imenso azul. O skipper do Zalala fez o mesmo, mas um aspeto curioso é que ele á hora do almoço, resolveu também tomar um banho de mar, nessa altura já com a marinha brasileira junto de nós. De imediato, saiu uma comunicação do navio patrulha via vhf a dizer que os banhos estavam interditos devido á enorme quantidade de tubarões que existiam na zona. Que não havia registo recente de ataques, mas era para prevenir... Pudera, desde o Gago Coutinho e o Sacadura Cabral, só nós os dois é que nos devemos ter banhado naquelas águas... Assim que o Maião chegou, juntámo-nos ao barco da marinha brasileira, o navio patrulha "Guaiba", que nos recebeu via vhf com uma simpática mensagem de boas vindas. Andámos depois á volta dele enquanto tiravam fotografias e preparavam os bidons com gasóleo para abastecimento da frota. Eram bidons com 50 litros, grandes e pesados pelo que o abastecimento no Suek foi bastante difícil. Valeu a ajuda de um dos marinheiros brasileiros que subiu a bordo e ajudou na operação. Utilizo uma bomba que é apenas um tubo e por gravidade permite passar o gasóleo do bidon para o depósito. Acontece é que como o bidon era grande, o tubo de sucção não chegava ao fundo e para não perder o gasóleo, os últimos litros foram tirados com o marinheiro a verter o bidon para um funil ligado a um tubo para dentro do depósito do barco. Era um litro dentro, meio litro por cima de mim e do barco... enfim, lá se conseguiu e o Suek ficou reabastecido para Fernando de Noronha. Entretanto, a marinha brasileira convidou as tripulações a visitar o navio, algo que só um tripulante de um dos barcos aceitou em virtude da forte ondulação e corrente que existiam na zona. Da parte da tarde ofereceram a todos os barcos um conjunto de livros sobre os oceanos, e organizaram uma visita aos Penedos , tendo sido para mim, um dos momentos altos desta expedição, talvez até o mais relevante. Vieram-me buscar ao Suek num bote, tendo sido necessário depois fazer o transbordo para outro bote mais pequeno de um barco de pesca que dá apoio aos Penedos. A entrada é pelo meio de um canal estreito no meio das rochas com o mar a bater e a entrar constantemente entre os rochedos e com muitos remoinhos. Depois de passar essa zona faz uma ligeira curva para a direita e entra-se numa pequena enseada tendo ao fundo uma escada de ferro por onde subimos para um passadiço de madeira que nos leva á casa. A casa está construída em cima da rocha, assente em pilares feitos de rodelas de cimento. É pequena, tem cozinha, quarto com camaratas e uma zona de arrumos. O melhor, é um espaçoso alpendre com bancos corridos de madeira. Fomos simpaticamente recebidos pelos residentes, 3 investigadores e um elemento da marinha brasileira responsável pelo posto. Os rochedos são uma colónia de caranguejos com carapaças de cores vivas e pássaros com um enorme bico afiado e que nos tentam picar á nossa passagem. Para subirmos ao farol que fica praticamente ao lado da casa, tivemos de ser acompanhados por um dos residentes que levava um pau para que eles mordessem furiosamente enquanto nós passávamos. O bico além de forte e afiado também é rendilhado... Conversámos sobre a vida nos Penedos, uma das investigadores está a fazer um doutoramento sobre tubarões e faz periodicamente turnos de 15 dias desde 2015. Extremamente simpáticos, disponibilizaram inclusivamente o acesso wifi para podermos telefonar via whatsapp. Tivémos sorte com o dia, estava calor e apesar do mar bater com força nos rochedos e a água saltar por cima das rochas, disseram-nos que era o dia mais calmo que tinham desde há bastante tempo. Confidenciaram também que a visita da expedição tinha sido muito boa, porque tinha dado destaque aos Penedos e ao trabalho que faziam. Para nós foi um momento especial conhecer um sitio tão exótico, no meio do oceano e onde ninguém consegue ir sem autorização especial e apoio. Acabámos por chegar juntamente com o Maião a Fernando de Noronha no dia 15 de Maio pelas 14:00h utc, mas essa parte será contada na parte 2, juntamente com a travessia até ao Recife e que concluirá esta etapa. FM Amanhã, dia 21 Maio de manhã a frota sairá de Fernando de Noronha para o Recife. |
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| 27/04/2022 |
Expedição Lusitânia Diário de Bordo do Suek - 1ª Etapa Lisboa - Gran Canaria |
1ª Etapa Lisboa - Gran Canaria (Las Palmas) 3 a 10 de abril 2022
Saída de Belém no dia 3 de abril (dom) pelas 12h, integrada no festival aero-naval. Para evitar a depressão que se registava ao sul de Sagres no rumo para a Madeira, com ventos e mar fortes, a frota decidiu fazer uma paragem em Sines para aguardar melhoria do tempo. Com esta paragem, decidiu-se depois fazer rumo direto para Las Palmas nas Canárias, sendo também a 1ª paragem da travessia de Sacadura Cabral e Gago Coutinho.
O vento na ida para Sines estava de feição, NE e E, constante entre os 11 e 15 nós num dia com sol, levando o SUEK com velocidades sempre acima dos 5 nós e picos de 7,5 nós. Chegada ao cair da noite pelas 21:30h.
Esta paragem intermédia de um dia em Sines, acabou por ser muito importante para as tripulações se conhecerem melhor e afinar em conjunto os processos com a utilização do IridiumGo. No final do dia, jantar num restaurante típico de Sines com algumas das tripulações e a simpática companhia do comandante e do imediato do NRP Polar, da Marinha Portuguesa.
Horas motor na saída Lisboa = 1.945,4 h / chegada a Sines = 1.947,9 h (2,5 h).
No dia 5 abril (ter), saímos de Sines pelas 10:30h. O dia tinha amanhecido chuvoso e a meio da manhã ainda caia uma chuva miudinha e praticamente não havia vento. Mar com vaga desencontrada, tendo o vento subido ao início da tarde para moderado do quadrante N. O tempo continuava encoberto, mas a chuva tinha parado. Zalala destaca-se na frente, os outros mais atrás sendo que o Arnika e o Nimbus iam mais junto á costa. A travessia decorreu sempre com ventos médios a moderados de popa até ao dia 9 (sáb) em que à hora de almoço o vento caiu e obrigou a ligar o motor durante o resto do dia e noite, até chegar a Las Palmas no dia seguinte. A primeira noite no mar com o vento e mar desencontrado foi desagradável, tendo inclusivamente ficado indisposto. Começámos os turnos ás 21h com intervalos de 3 horas, situação que se manteve até ao final da etapa. O José das 21h-00h, o Fernando 00h-03h, José 03h-06h, Fernando 06h-09h. No dia seguinte, a indisposição passou, sem nada de mais a registar.
As refeições eram com a comida já cozinhada trazida de casa. O José preparava com um acompanhamento feito na altura. Lombo de porco assado, croquetes e empadas de carne, carne picada á bolonhesa. Muitos legumes..., 2 pacotes de salada, 1 kg de cenouras, 500gr feijão verde, brócolos... Nas bebidas essencialmente água. Durante a etapa, eu e o José bebemos no total 4 cervejas minis...
Grande parte da travessia foi feita com as velas montadas em borboleta com a ajuda do pau de spi. O pau preso com amantilho, gaio e preventer a meia nau. Desta forma, permitia um grande controlo, incluindo rizar ou recolher a genoa mantendo o pau de spi sempre montado. A vela grande sempre aberta com preventer na retranca, sendo necessário cambar várias vezes, algumas a meio da noite, obrigando nesta manobra mudar o cabo do preventer para o outro bordo tendo por isso de ir á proa (com colete e arnês)... uma das melhorias em Las Palmas vai ser preparar cabos adicionais para os ter sempre prontos em ambos os bordos.
No dia 8 (sex), tivemos a notícia da desistência do Nimbus devido a problemas técnicos e que iriam complicar a continuação da viagem até ao Brasil. Todos os dias havia troca de mensagens entre barcos para indicação de posição e outras informações. Emails para família e download de informações meteorológicas do Predictwind. Sistema lento, mas fantástico! Gribs diários com informação do vento e vaga com as previsões a baterem certo com o que se observava. Nas informações diárias entre barcos com o IridiumGo, além da posição, o La Luna II partilhava também a ementa gourmet do dia... Inicialmente, houve alguma dificuldade no envio da posição para o MRCC que nos estava a fazer o acompanhamento através das funcionalidades do followme@sea, tendo-se por esse motivo, passado a enviar a posição diariamente por email. Foram sempre impecáveis com contactos diários no acompanhamento da frota. Um bem haja! A noite de 8 (sex) para 9 abril (sab), foi a mais difícil. Tínhamos a previsão da subida do vento e mar, mas íamos a andar muito bem com grande e genoa em borboleta com pau de spi. Pensámos rizar ou tirar a genoa á hora do jantar, mas as condições ainda estavam boas e decidimos manter, reavaliando a situação na mudança de turno das 00h. Por volta das 23:30h, acordei com uma guinada e inclinação forte do barco que não era normal. Neste momento, o José chamou-me a pedir ajuda, porque num salto de vento associado a rajada forte acima dos 20 nós, o barco orçou e a genoa ficou aquartelada a apanhar o vento do lado contrário. Com isso, o barco rodou, tendo também a grande ficado aquartelada devido a estar presa com o preventer. Desta forma, o barco ficou parado, atravessado ao vento e ás ondas. Conseguimos enrolar a genoa e tive de ligar o motor no máximo para conseguir rodar o barco e colocar a vela grande no lugar. A seguir rizámo-la e fomos apenas com esta vela o resto da noite sempre a andar bem, por vezes ainda fazendo picos de 8,5 nós. O José, entretanto, foi descansar e por volta das 04h vejo no AIS dois barcos exatamente em cima do nosso rumo. Um pela proa, outro pela popa. O da popa ainda vinha longe e o da proa estava a 14 milhas com uma velocidade de cerca 9 nós. Decidi aguardar um pouco para ver o que fazia e a 10 milhas de distância como não alterou o rumo, decidi contactá-lo por rádio. Depois de alguma insistência, responderam, disse-lhes que eramos um barco á vela e estávamos em rumo de colisão e perguntei se nos estavam a ver para garantir um rumo seguro.
Perguntaram de novo o nome do nosso barco e disseram que não nos viam... insisti, indicando que aparecia no AIS. Pediram algum tempo, depois contactaram a dizer que sim, que nos viam e que iam alterar o rumo para passarmos seguros. Agradeci e voltei ao plotter a seguir o barco, quando começo a ver com alguma surpresa que começou a andar aos "ss". Rumava para um lado, depois para o outro e sempre sem sair do nosso rumo... percebi, entretanto que a dificuldade dele deveria ser o cargueiro que vinha na nossa popa. Neste caso, o SUEK ficava no meio dos dois barcos e ele desviando-se já muito tarde ficava em risco de colisão ora com o SUEK, ora com o outro. O tempo estava a passar, os barcos cada vez mais perto e continuava tudo na mesma sem grandes alterações. Alterei então o nosso rumo, orçando cerca de 30° para que ele percebesse bem a manobra que estava a fazer. Desta forma, o SUEK começou a afastar-se ligeiramente do rumo dele.
A partir dai, o navio também começou a manobrar para nos passar pela popa. Passados cerca de 10min os três barcos cruzaram-se, o SUEK que tinha saído da sua rota inicial para "fora" e os dois cargueiros que passaram roda a roda. Depois de corrigido o rumo, o resto da noite a andar bem, sem mais incidentes.
A última noite, de 9 (sáb) para 10 (dom), foi sempre a motor, sem vento, mar chão. De manhã, a ver-se o contorno das Canárias ao longe, tudo tranquilo, ETA prevista para as 14 UTC. Chegada à Marina do Real Club Náutico de Gran Canária ás 15h UTC. Total 1ª etapa (Lisboa-Canarias)
Distancia: 750 NM Motor: 33,4 h
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| 27/04/2022 |
Expedição Lusitania - Suek - Etapa 2. Canárias (Las Palmas) - Cabo Verde (Mindelo) |
2ª Etapa - Canárias (Las Palmas) - Cabo Verde (Mindelo) 16 a 23 de Abril 2022 Saímos da marina do Real Club Náutico de Las Palmas no dia 16 de Abril pelas 09:30 para ir atestar de gasóleo, tendo iniciado depois a viagem ás10h com o depósito e jerrycans atestados. O dia estava nublado, inicialmente sem vento e com ondas altas e curtas que tornavam o andamento desagradável sobretudo indo a motor. Assim que nos afastámos do porto, apareceu o vento e içámos a vela grande. Passado algum tempo o vento subiu, chegando a picos de 27 nós. Nessa altura e apenas com a vela grande chegámos a fazer 8,5 nós de velocidade real. Chegados á ponta da ilha da Gran Canária, ficámos á sombra das montanhas, provocando por esse motivo uma súbita caída do vento o que nos obrigou a afastar mais para o largo, navegando mais próximo do Anixa II, que após contacto pelo vhf soubemos que tinha vento. Os quatro primeiros dias praticamente não têm história. Simplesmente chatos! Isto porque houve sucessivas faltas de vento o que obrigou a andar várias horas e noites inteiras a motor e a maior parte das vezes com uma mareta curta e desencontrada, Nada que não estivesse nas previsões que tínhamos visto, mas confesso que mesmo assim esperava mais vento. Também por isso é que saímos dois dias mais cedo, para garantir que chegávamos a Cabo Verde a tempo, já que a partida de Las Palmas só estava prevista inicialmente para o dia 18 de Abril. O único aspeto a destacar eram as inúmeras visitas dos golfinhos, que apareciam de vez em quando, dando algumas piruetas e reviravoltas junto ao barco. Depois desapareciam de repente e voltavam mais tarde. Também perdemos contacto com os outros barcos, ainda ouvi o Arnika chamar o Anixa II pelo vhf, eu respondi, mas eles não me ouviram. A partir dai, só trocas de emails através do IridiumGo. No dia 19 (terça), pousaram no Suek três andorinhas do mar e um pássaro muito bonito cheio de cores que não consegui identificar na altura, mas que depois me disseram ser um guarda rios. Pousaram na traseira do bimini e ali foram ficando o dia todo. Ainda chegaram a pousar no varandim e na escota da genoa, mas elegeram como poiso preferido o bimini. Tentámos dar-lhes água mas não quiseram. Ao final da tarde, uma das andorinhas e o pássaro mais colorido foram-se embora. Dos outros dois, um deles entrou para dentro do barco e pousou na rede da fruta que se encontra pendurada a meio do salão. Enxotei-o para fora, mas continuaram por ali. Entretanto percebemos que foram dormir para o poço, aninhados no canto onde ficam os comandos do piloto automático. De manhã, um deles estava morto e o outro também acabou por morrer um pouco mais tarde. Soube depois pelos outros barcos que lhes aconteceram situações idênticas. Na madrugada de quarta feira, dia 20, o vento apareceu e a partir dai foi sempre á vela com ventos a rondar os 10, 12 nós. As ondas continuavam altas e por vezes desencontradas, deixando um efeito de "parafuso" que o Suek ia compensando com o piloto automático ora para um lado ora para o outro. via-se também alguma carneirada e ao final da tarde fazia frio. Ainda na quarta feira, há hora do almoço, tínhamos acabado de abrir uma cerveja sentados no poço, para comermos pão com queijo como entrada, quando veio um golpe de vento repentino bastante forte e do lado oposto. Como íamos com a vela grande presa com preventer e a genoa aquartelada com o pau de spi, foi imediato ficarmos com as velas a receber o vento pelo lado contrário e o barco parado. Largámos o pão e o queijo..., enrolámos a genoa, ligámos motor, metemos o barco aproado ao vento, cambámos e rizámos a vela grande. A partir dai seguimos com a genoa rizada, presa no pau de spi no mesmo bordo da vela grande e a fazer entre 4 e 6 nós. A noite de 20 para 21, (quarta para quinta) foi passada a corrigir o rumo face ás constantes mudanças de direção do vento. No meu turno, ainda foi necessário enrolar a genoa e cambar a vela grande. De manhã cedo, ainda mal o sol tinha nascido, estava o José no final do seu turno quando uma onda bateu no casco na zona da alheta e a água saltou toda por cima do poço. Por sorte, tínhamos o toldo montado, o que evitou ter-se molhado. Contudo, como um dos fechos da porta estava aberto ainda molhou uma parte do cobertor que tínhamos posto para nos taparmos. Entretanto, já o vento tinha subido para cima dos 20 nós e o mar estava uma confusão com ondas de popa e algumas desencontradas pelo través que faziam um barulho seco ao baterem com força no costado. O piloto automático pela primeira vez desde o inicio da viagem, mostrava que não gostava do que se estava a passar, dando muitas voltas e chegando mesmo uma vez a ficar em standby. Como as baterias já estavam a começar a acusar a utilização da noite, com uma tensão de 12,6v e o sol estava encoberto, acabei eu por fazer leme durante uma parte da manhã, pela primeira vez desde o início da viagem. Desta forma permitia controlar melhor o rumo, dar algum descanso ao piloto e começar a recuperar as baterias com o sol a aparecer com mais força, se bem que a manhã estava fria, o céu parcialmente encoberto e o convés do barco todo molhado devido ás ondas. A meio da manhã voltou ao piloto automático, o sol já era mais forte e o vento tinha amainado um pouco. O mar é que continuava de mau humor, rebentando ondas mesmo ao nosso lado e até debaixo do casco, levantando o Suek por uns tempos na crista, embalando-o depois com mais velocidade para depois o deixar quase parado na cava. A seguir vinha outra onda e a dança continuava. Foi assim praticamente todo o dia. Ao almoço, fizemos feijoada pela primeira vez, que acompanhámos com um vinho tinto e deixámos a ideia de começar a pescar para o dia seguinte... Neste momento, estamos praticamente a dois dias de chegar a Cabo Verde e as previsões mantêm-se com o mesmo vento e mar. A noite de 21 para 22, quinta para sexta, foi talvez a mais tranquila que tivemos. O vento na ordem dos 12 nós, manteve-se numa direção constante pela alheta, dando um rumo direto para Cabo Verde. A lua já estava em quarto minguante, mas mesmo assim quando não estava encoberta pelas nuvens ainda deixava transparecer uma boa luminosidade. Claro que já não era o holofote que nos tinha habituado á umas noites atrás, mas mesmo assim muito agradável. As condições de vento mantiveram-se durante todo o dia, continuamos a fazer uma média de 5,5 nós, que só não foi superior, porque o mar com a alta ondulação cruzada não deixava. Continua o efeito de máquina de lavar, com constantes subidas e descidas, modo "parafuso", obrigando a uma atenção constante para fazer seja o que for se não quisermos voar de uma ponta á outra. Ainda por cima, há um set de ondas periódico que provoca um adornar ainda mais forte. O Suek é que continua a responder com a maior descontração e tranquilidade, mantendo-se inabalável no seu rumo com o piloto automático. Até agora tem comprovado a fama que tem, de ser um barco robusto e bastante estável. Nunca nos deu qualquer sensação de insegurança ou fragilidade mesmo nalgumas das situações em que as condições de mar e vento eram mais duras. O dia, apesar de alguns períodos encobertos, manteve-se com sol, o que permitiu ter as baterias completamente carregadas ao inicio da tarde. Continuamos a trocar as posições entre os barcos que têm o IridiumGo e onde alguns até aproveitam para partilhar a ementa do dia... A última noite, de 22 para 23, foi feita a andar com bom vento, quase sempre constante entre os 17 e 19 nós. Ao nascer do dia o vento caiu, ligámos motor, e mantivemo-nos assim praticamente até chegarmos a S. Vicente. Ainda alternámos com alguns períodos de vela, mas o mar forte e desencontrado, com pouco vento, fazia com que as velas batessem constantemente com força, o que além de desagradável podia provocar danos, Chegámos ás 15h á marina do Mindelo, precisamente á mesma hora a que tínhamos terminado a 1ª etapa na Gran Canária. Parámos no posto de combustível, abastecemos de gasóleo e depois com "muita ajuda", colocámos o barco com a proa amarrada a duas poitas e a popa com dois cabos ao pontão. Fazer a manobra com o forte vento lateral de proa, não é tarefa fácil, mas correu tudo bem. Depois foi lavar e arrumar o barco, tomar banho e ir jantar num agradável restaurante junto à Marina, com música ao vivo e com a companhia da simpática tripulação do Anixa II. Cumprida a segunda etapa, a próxima, já será com escala em Fernando Noronha, no Brasil.
Total 2ª etapa (Canárias-Cabo Verde) Distância: 903,2 NM Motor: 65 h |
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| 15/04/2022 a 17/04/2022 |
Cruzeiro de Pascoa a Valada 2022 |
Cruzeiro a Valada 15,16 e 17 de Abril
A Associação Nacional de Cruzeiros, vai organizar durante as férias da Páscoa em conjunto com a escola Treino de Mar, mais uma subida do Tejo até VALADA, pelo que se convidam os Associados e amigos a integrarem este cruzeiro. Esperamos proporcionar a todos os participantes momentos agradáveis e, assim, contribuir para um convívio são entre as gentes do mar. A ANC faz as seguintes recomendações para que mais uma vez o Cruzeiro a Valada corra na normalidade:
Informações Importantes: Chamamos a atenção para a possível existência das habituais redes de meixão no Tejo e para a necessidade de respeitar rigorosamente o canal de navegação e as indicações do roteiro. Quem não quiser cozinhar a bordo tem também o recentemente renovado Restaurante Campitejo assim como o Marioral Zé, tendo em atenção que por vezes é preciso encomendar. Recomendamos também o Restaurante Escaroupim com marcação por telefone 263 107 332. Mais informação sobre Valada pode ser obtida no seguinte link: https://www.cm-cartaxo.pt/Mun/JuntasFreguesia/Paginas/Valada.aspx Maré Lisboa e Vila Franca:
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| 04/04/2022 |
Filme da Largada da Expedição Lusitânia |
Caros Associados A Associação Nacional de Cruzeiros, em parceria com a Associação David Melgueiro, vai levar a cabo a Expedição Lusitânia, que é uma forma da sociedade civil celebrar os 100 anos da I Travessia Aérea do Atlântico Sul levada a cabo por Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Esta travessia vai levar oito barcos até ao Rio de Janeiro mas não se esgota ai, pois estas embarcações irão regressar a Portugal, fazendo todo o arco das Caraíbas, Bermudas, Açores e finalmente Lisboa. A Expedição, que terá início a 3 de Abril de 2022, vai chegar ao Rio de Janeiro no final de Junho e começará o seu regresso a Portugal no final de 2022, estando prevista a chegada a Lisboa em Julho de 2023.
Cordiais Saudações Náuticas A Direção |
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| 16/02/2022 |
Estações Nauticas de Portugal |
Caro Associado Adicionámos na base da nossa página, na secção dos links uteis, a ligação às Estaçoes Náuticas de Portugal, organização que conta activamente e desde o inicio com a participação da ANC, nomeadamente do Associado Armador da embarcação "QUO VADIS I", Carlos Pitta, que tem sido há vários anos o nosso delegado na comissão de certificação das Estações Náuticas de Portugal e a quem muito agradecemos a dedicação e o tempo (bem) empregue. O site que aqui apresentamos, tem versões multilingue, e tem informação muito útil, não só para para quem navega à vela, mas para todos aqueles que procuram diversão e lazer junto a planos de água em Portugal, pelo que a sua divulgação se torna bastante relevante. Apresentando Cordiais Saudações Náuticas A Direção |
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| 28/12/2021 |
Expedição Lusitânia-Comemoraçoes 1ª travessia Aérea Atlântico Sul |
Caros associados Como sabem desde já alguns meses que a nossa ANC em parceria com a Associação David Melgueiro, tem desenvolvido inúmeras ações para montar e fazer acontecer aquilo que foi batizado de “EXPEDIÇAO LUSITÂNIA”, que é na sua essência uma homenagem a Sacadura Cabral e Gago Coutinho comemorando o centenário da sua travessia do Atlântico Sul por via aérea em 1922. Inicialmente era apenas a Associação David Melgueiro com os seus dois veleiros o ANIXA II e o LAMPFALL, que iriam fazer-se ao caminho, no entanto logo que a ANC foi convidada e os sócios informados, de dois passaram a ser nove os veleiros implicados no projeto. Cabe aqui salientar que devido à complexidade da logística de suporte desta viagem o número foi limitado a dez e na realidade são nove os que decidiram içar velas. A Expedição Lusitânia, transformou-se num três em um, quer dizer, se por um lado será uma viagem de circum-navegação do Atlântico Sul, na ida e do Atlântico Norte no regresso, por outro, uma forte mensagem de responsabilidade social ambiental é transmitida pelo coletivo da frota com o logo “Salve os Oceanos – Salve a Humanidade” e pelas várias palestras a cargo do Capitão da Marinha Mercante José Mesquita, que terão lugar, nos locais mais simbólicos da travessia de Sacadura Cabral e Gago Coutinho- Las Palmas, Mindelo, Recife e Rio de Janeiro. Também na sua terceira face a Exposição coletiva “Oceano-Mar é Vida” vai levar a nossa arte plástica e também a nossa música aos locais acima mencionados numa verdadeira expressão da nossa cultura Lusa de que todos nos orgulhamos, e que fez e faz de nos grandes, mesmo sendo geograficamente pequenos no mapa global planetário. Alguns são os eventos que vão acontecer antes da nossa partida e por isso é com grande orgulho e prazer que podemos dizer-vos quais, e mais, desafiar-vos para neles participarem dando aos companheiros que partem, a força da certeza de que estão a fazer algo de que vocês também se orgulham como nautas e portugueses. O primeiro evento vai ser dia 10 de Fevereiro de 2022 no pavilhão das Galeotas do Museu da Marinha, pelas 1700 onde o projeto será apresentado. Na ocasião as condições de COVID vão ditar as condições de admissibilidade que esperemos sejam mais favoráveis que as que atualmente são exigidas. O segundo evento é dia 26 e 27 de Março, em que na Marina de Oeiras onde haverá uma jornada de fim de semana de portas abertas, capitães e tripulantes podem falar do seu veleiro e mostra-lo, mas também dia 27, uma festa com musica e Carcavelos de Honra vai acontecer. Venham todos e festejem connosco! O terceiro evento acontece no dia 30 de Março, pois a frota da ANC e ADM e os dois da Marinha “Zarco” e “Polar” irão fundear em frente à Torre de Belém para uma bênção do bispo da Marinha e uma largada simbólica. (ainda não existe hora para o evento) O quarto e último evento deve começar cerca das 1100 do dia 3 de Abril, em que com início de um festival aeronaval a frota larga para a sua viagem Lisboa-Rio de Janeiro-Lisboa. A Marinha do Tejo também participará e seria um enorme prazer poder ver a frota da ANC associada à largada, acompanhando a saída dos veleiros até à barra de Lisboa O próximo porto de escala será Las Palmas e aí espera-se poder oferecer um porto de honra e ser recebidos no Real Náutico Clube de Las Palmas. Após uma curta estadia de 5 dias segue-se para o Mindelo em Cabo Verde onde a chegada está prevista para dia 23 de Abril. Em Cabo Verde dia 30 de Abril realiza-se o primeiro grande evento da viagem repetindo o que se fez no Pavilhão das Galeotas. A 5 de Maio é a largada para Fernando Noronha onde se prevê a chegada entre dia 17 e dia 20 de Maio. Após uma curta estadia de 4 dias a frota larga para o Recife onde se espera a chegada a Recife a 28 de Maio. Espera-se que haja uma receção organizada pela comunidade portuguesa e o Cabanga Iate Clube do Recife. A duração da estadia no Recife dependerá muito do que localmente nos for solicitado e preparado, mas certamente o mínimo de 4 a 5 dias. Partida do Recife para 2 ou 3 de Junho O próximo porto de escala é Salvador da Baia onde se pretende apenas que seja escala técnica de máximo 3 dias. A nova paragem é Vitoria onde se segue o mesmo principio que em Salvador com 3 dias de estadia. Finalmente chegaremos ao Rio de Janeiro estando a chegada dependente das condições de vento encontradas e que nesta época são ventos de sul, assim sendo a chegada ao Rio de Janeiro é prevista entre a última semana de Junho e a primeira de Julho. No Rio de Janeiro haverá um novo evento a ser realizado no Consulado de Portugal no Rio. A data não está ainda definida, mas estima-se que seja por volta de 9 ou 10 de Julho. Após as celebrações do Rio de Janeiro a frota inicia de imediato o seu regresso pelo que entre 15 e 20 de Julho larga o Rio com destino a Salvador da Baia onde na Base Naval de Aratu pretende-se deixar os veleiros em segurança durante a estação ciclónica. Em Novembro a viagem é retomada para que o Natal seja já festejado nas Caraíbas. O regresso a Portugal inicia-se em Maio de 2023 com partida de Miami e ou Cuba via Açores onde se espera chegar em Junho de 2023. Durante toda a viagem via AIS, ou tracking de Preditwind/Iridium Go a frota pode ser seguida por todos. Os Email Iridium dos veleiros assim como números de telefone Iridium serão comunicados para se manterem ligações com os companheiros, que a partir de Portugal queiram interagir connosco. Um Blog da viagem também vai ser criado e todos podem seguir as notícias via Blog. Terminamos gritando bem alto que a União Faz a Força e que juntos havemos de conseguir ultrapassar esta tremenda prova que nos isola e faz que a Vida perca o sorriso!!!! Que 2022 seja um grande ano para todos!!!!!! Saudações Náuticas |
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| 16/12/2021 |
Lisboa, O Descobrimento do Mundo e Fernão de Magalhães |
Caros Associados Remetemos convite da EMCFM do Ministério do Mar, para a apresentação de uma nova edição sobre a Viagem e a Personagem de Fernão de Magalhães, com a chancela da EMCFM, desta feita através de um livro do Prof. José Manuel Garcia do Gabinete dos Estudos Olissiponenses da CM de Lisboa "Lisboa, O Descobrimento do Mundo e Fernão de Magalhães". Esta 5ª feira, 16 de dezembro, pelas 18h, nos Paços do Concelho, Sala do Arquivo, esperam por nós! Ministério do Mar Estrutura de Missão V Centenário Fernão de Magalhães/Task Group for the 5th centenary of Portuguese Navigator Ferdinand Magellan (2019-2022) www.magalhaes500.pt |
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| 22/11/2021 |
Curso de Mecânica de Motores Diesel |
Caros Associados, Vai-se realizar com inicio a 22 de Novembro 2021 um Curso de Mecânica de Motores Diesel. O curso terá enfoque nos motores Volvo Penta e Yanmar e terá aulas teóricas de mecânica ás segundas e sexta-feira de 22 Novembro até Janeiro, sendo interrompido pelas celebrações de Natal e Ano Novo, e aulas práticas aos sábados em data a combinar. Nº de aulas teóricas 8 x 2 horas cada (das 19h às 21h) - total 16 horas (na sede da ANC, na doca de Belém) Nº de aulas práticas 4 x 2 horas cada - total 8 horas (na oficina do formador ao sábado das 09h às 13h) Valor: 135,00 euros/Associado Nº máximo de alunos: 20 Nº mínimo para justificar abrir o curso: 15 As inscrições podem ser efetuadas por email (geral@ancruzeiros.pt), telefone ou pessoalmente na sede da ANC de 2 a 6ª feira das 1400 às 1900 |
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